quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A cara do Brasil


Estávamos esperando o pessoal chegar, e de repente um senhor que passava, parou olhou a manifestação e timidamente ficou por ali. Bem debaixo da entrada do Banco do Brasil. Achei ele a cara do Brasil. A cara da maioria da população deste imenso e lindo país. A cara do povo que trabalha, do povo que produz, do povo que não tem voz, nem vez. Aí me senti na obrigação de fotográfa-lo. Mostrei-lhe as fotos, e ele sorriu tímido. Não perguntei seu nome, nem de onde era. Eu gostaria de ter seu endereço, aí lhe enviava as fotos que fiz. Por ele e por outros trabalhadores iguais a ele, já valeu ter ido à manifestação Contra a Corrupção no Senado Federal.

Coruja


Maripousa, coruja, clow, ainda não se achou, mas vai seguindo seu caminho. É meio irmã, meio filha, meio mãe. Amiga para todas as horas, mesmo naquelas horas em que se insiste em querer chorar de saudades. Não gosta de vinho, mas é companheira para uma cerveja.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma pérola de pernas

Esta glóte que queima
Este visgo de brilho úmido
no estreitamento das paredes
é só a minha pérola!

na chocada concha-ostra
tantas conchas para o pé do ouvido
tantas quantas ele ouvir
na busca pelo canto do mar
do amante do mar das mil conchas... das mil sereias
dos mil homens do mar...

Uma pérola que pede pernas,
ainda sem pernas...
sem memórias de pernas,
sem coxas, nem conchas, nem ostras, nem homens do mar

arde minha garganta!

domingo, 31 de maio de 2009

Os ratos

.Estuda bem a "questão": se os ratos roem dinheiro... Vê os ninhos, os papéis picados, miudinhos, picadinhos, uma moinha...uma poeira...Sente um pavor e um frio amargo dentro de si! Aquela nota verde, gordurosa, graxenta, está sendo roída...roída...roída...Esse fato está se passando agora...é contemporâneo dele!...Os ratos esrão roendo ali na cozinha...na mesa...são dois...são três...andam daqui para lá...giram...dançam...infatigáveis...ufanosos...infatigáveis..."

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Está uma tarde estranha, a tempestade passou, a lá de fora, a outra aqui dentro do peito, está uma polvorosa. Qual os pingos da chuva que lá fora caem, aqui dentro do peito, lágrimas escondidas, se esbaldam em profusão. Sei que sairão pelos olhos, fecharão a garganta e ganharão o mundo. Sou feita disso, de risos e de lágrimas. Lágrimas para a alegria e lágrimas para a tristeza. Como separar e definir os meus momentos, já cansei de tentar e não encontro resposta. Melhor assim, pois deverei continuar nessa procura longa.